Me habituei ao cheiro da tristeza em minha pele, a dormir e acordar com seu odor impregnado em mim; Cometi o erro de aceitar seu abraço e e acariciar-lhe o cabelo.
A infelicidade entrou em minha vida e se sentiu bem recebida; Meus cuidados fizeram com que se sentisse em casa e ela não quer mais sair.
Talvez devesse ter dado o meu corpo a várias formas de ver a vida, quem sabe assim o pessimismo iria embora por falta de atenção.
Talvez devesse ter mergulhado na paquera do optimismo.
Ando em conversas longas com a felicidade, ela me tem feito esquecer como gostava de ser triste.
Esta nova forma de ver a vida pode fazer a diferença em mim.
Mas e nela? Chego a crer que a infelicidade me vá amar para sempre. Dizem que amamos quem nos dá os abraços mais intensos e eu dei-lhe o meu; amamos quem nos torna proprietários exclusivos do seu corpo, eu não deixei que outro sentimento entrasse em mim; amamos o carinho e atenção e dediquei o meu a este sentimento.
Mas eu não a quero mais.
Quero que me esqueça, que encontre seu caminho; Não me permito mais enterrar bons sentimentos.
Sou um cemitério emocional que já está sem mais espaço.
Desculpa um dia te ter acolhido, desculpa-me por termos dividido os lençóis. Me perdoe por ter te prometido uma companhia eterna mas hoje preciso que te vás.
És mesmo tu, desta vez não sou eu.
Por: Leocádia Valoi

Muitas das vezes dzemos que nao podemos libertar de um sentimento.
ResponderEliminarNa verdade 'e pq nao queremos.
Demos tanto de nos a tal sentimento que nao sabemos se temos capacidade de acolher outros sentimentos.
'e um texto lindo .
Por isso é sempre mais seguro acolher sentimentos bons ao coração … mas quem somos para ditar as regras? Para escolher deliberadamente o que sentir ou não..
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